Lisboa: a segunda vez é ainda melhor! Por Viviane

Nossa segunda vez em Lisboa, em agosto de 2016, foi rápida novamente, pois seria apenas um pernoite para seguirmos para a região do Algarve, na cidade de Lagos. Todavia, foi igualmente linda e emocionante… Sim, não sei o que acontece, mas quando chego na Praça do Comércio começo a chorar…

Partimos de Milão, do aeroporto Malpensa, e na hora do embarque aquela emoção que sempre estamos esperando: classe executiva! Oh God, thank you, ou melhor, grazie mille! Que maravilha, como é bom ser surpreendido dessa forma! Não me pergunte como, mas a TAP sempre nos presenteia com classe executiva nos trajetos domésticos.

Carta de vinhos, cardápio refinado, muitas regalias, ai, ai…

  

Em relação ao espaço físico, a mudança de classe é pouco significativa, mas no que diz respeito a alimentação, a diferença é gritante!

Chegada tranquila em Lisboa, pegamos um taxi (€ 10) até nosso hotel, o VIP Executive Art’s, que fica no Parque das Nações, o mesmo que ficamos da primeira vez. Escolhemos pernoitar em Lisboa, num hotel próximo a Gare do Oriente, para ficar mais fácil o deslocamento no dia seguinte para Lagos,  onde ficaríamos hospedados por dois dias. A estação tem um estilo modernista muito bonito, e foi construída para a Expo 98.

Foi só chegar em Lisboa e já estava empolgada para ir a Praça do Comércio.

Lisboa estava quase toda em obras, e demorou um pouco para chegar na praça. Um taxista nos disse que nas escavações para as obras, que segundo ele ninguém sabe para que são exatamente (rs), foi encontrada praticamente uma cidade soterrada, devido ao terremoto que destruiu Lisboa em 1755, então as obras corriam num ritmo mais lento. Quando descemos, nem sei explicar, me emocionei muito, amo aquele lugar!!! E para começar bem essa nova temporada portuguesa, um pastel de bacalhau no Museu da Cerveja (€ 16,15 com as bebidas) – dessa vez conseguimos! Já estava sonhando com aquele queijo da serra recheando o bolinho, ops, pastel!

Tudo animadíssimo como sempre, muitos artistas de rua…

Para jantar, voltamos ao Pastel do Fado. Estava mudado, os atendentes não falavam português. Aí descobrimos que o dono não era mais o mesmo e os funcionários só falavam inglês. A única funcionária que falava português estava indignada com os imigrantes em Portugal, e reclamando da (nova) invasão espanhola por lá.

Não tinha mais no cardápio o Pastel de nata salgado, com bacalhau, mas tinha uma espetada de peixe muito boa com legumes e salada.

Como de costume, também estava rolando um fado…

A noite só não foi melhor porque pegamos um taxista muito revoltado. Deu várias voltas com a gente (€ 15), reclamando que nós brasileiros somos muito mais ricos que os portugueses, um doido completo. Hora de descansar que a viagem no dia seguinte seria bem longa…

Nossa primeira vez em Lisboa está aqui: Lisboa pela 1ª vez, por Viviane

Em breve, nossa temporada em Lagos!

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Série Chile/Bolívia – parte 2: Deserto do Atacama, por Roberta e Sergio

Seguimos com mais um relato da viagem de Roberta e Sergio, dessa vez pelo Deserto do Atacama (Chile). Esse é considerado o deserto mais alto e mai árido do mundo, e fica ao norte do país até a fronteira com o Peru. Uma aventura linda!!! Vamos lá!

Ah, você já viu a primeira parte, em Santiago do Chile? Está aqui: Série Chile/Bolívia – parte 1: Santiago, por Roberta e Sergio

” Conhecer o Atacama foi uma aventura maravilhosa. Ficamos apenas 3 dias e queremos voltar, porque foi pouco tempo pra imensidão de coisas a explorar por aquele deserto maravilhoso.

Fizemos uma longa viagem de 22 horas de ônibus partindo de Santiago até San Pedro de Atacama. Compramos os primeiros assentos, aqueles coladinhos no vidro do segundo andar do ônibus e tivemos uma viagem maravilhosa, desfrutando de paisagens deslumbrantes de diversas cidades do Chile pelo caminho. Viajamos com a empresa TurBus e apesar de não haver nenhuma parada (param apenas para deixar e pegar passageiros) foi bem tranquilo, o ônibus é confortável, tem um lanchinho bem sem vergonha (biscoito com suco de caixinha 2x durante a viagem), tem televisão que passam alguns filmes (é preciso levar um fone), tem usb pra carregar o celular e tem travesseiro com uma manta pra dormir durante a noite. O banco reclinava bastante, apesar de termos comprado a opção de assento mais barato (tem outras três opções, até com camas). Existe a possibilidade de ir de avião de Santiago até Calama e depois pegar um transfer até San Pedro, mas de “busão” é muitíssimo mais em conta.

 

Chegando em San Pedro de Atacama pela manhã, fomos direto para o Hostel Ayni, onde  tínhamos reservas. Chegamos horas antes do horário de check-in e fomos muito bem recepcionados pelo dono do albergue e uma funcionária. O hostel está a poucos metros da rodoviária da cidade e a uns 8 min do Centro, onde se encontram todos os restaurantes, agências de turismo, casas de cambio, mercadinhos, farmácias e lojinhas.

 Já havíamos feito reserva de todos os passeios pela internet, mas não há problema algum em contratar lá na cidade mesmo, tem muitas agências, muitos já te abordam em português quando percebem que é brasileiro (dizem para fugir dessas). Enfim, contratamos uma agência com base em muitas pesquisas que fiz (principalmente de preços) e fomos muito felizes na escolha. Fizemos os passeios em grupo pela Whipala Expedition,  em carros novos e confortáveis e com guias maravilhosos que falam espanhol e inglês.

No mesmo dia em que chegamos, na parte da tarde, fizemos o tour para o “Valle de La Luna”, que é um lugar indescritivelmente maravilhoso. É um passeio muito cansativo, porque a gente anda muito, mas vale muito a pena o cansaço. E ainda termina com um pôr do sol magnífico.

 

 

 

No segundo dia fizemos o tour “Piedras Rojas”, que dura o dia todo e conhecemos vários lugares como o “Salar de Atacama” (deserto de sal), a “Reserva Nacional de Los Flamencos”, o local por onde “passa” o Trópico de Capricórnio, as “Lagunas Antiplânicas”, dois pequenos povoados e as “Piedras Rojas”. Difícil eleger o local mais bonito, porque é tudo simplesmente maravilhoso, apaixonante. Este tour inclui café da manhã e almoço, mas é sempre bom ter alguma coisa pra beliscar.

Trópico de Capricórnio

 

Salar de Atacama e Reserva de Los Flamencos

 

Lagunas Antiplânicas

 

Piedras Rojas

No terceiro dia fizemos o tour para o “Geyser el Tatio” bem cedinho. Nesse local é bastante frio, fazia 0 graus mesmo em pleno verão e do chão eclodia água muito quente (+ ou – 85º C). Este tour também inclui café da manhã. Depois do passeio pelo Geyser tem um local para banhos termais onde a água é bem quentinha, uma delícia!

 

Saindo dos Geysers, há uma parada no “Pueblo Machuca” que é um povoado muito pequeno, onde podemos provar o churrasquinho de “Llama”, que é uma delícia e muito concorrido pelos turistas (acaba rápido).

Retornando para San Pedro, tivemos apenas um tempinho para almoçar e descansar e seguimos para nosso último tour pela “Laguna Cejar”, que de certa forma, nos decepcionou um pouco. Apesar de ser tão lindo quanto os outros locais, pouco tempo depois de termos contratado o passeio, o banho nas lagunas ficou proibido por conta de contaminação, a agência havia me enviado um e-mail com tal informação, mas por estarmos viajando e com pouco acesso a internet, não vimos o informativo. A Laguna Cejar tem como característica uma concentração enorme de sal, de maneira que não é possível afundar na água. Esta era uma das atrações mais esperadas por nós e saber que não poderíamos tomar banho foi bem decepcionante.

 

O único lugar que podemos tomar banho foi nos “Ojos del Salar”, que são buracos imensos no meio do deserto com água do mar (segundo o guia). Por último visitamos a “Laguna Tebenquiche”, que como as demais é muito bonita, e no final a agência oferece snacks e pisco sour para assistir ao pôr do sol!

Ojos del Salar

 

Laguna Tebenquiche

O pouco tempo no Atacama foi suficiente para nos deixar apaixonados pelo deserto, ainda ficaram muitos passeios para serem realizados e, claro, voltaremos numa próxima oportunidade. Sobre San Pedro de Atacama, como bem disse um de nossos guias, é um oásis no meio do deserto. Uma cidadezinha muito pequena, completamente turística, com suas ruas de terra e muito aconchegante, apenas o atendimento no comércio (lojas em geral) nos pareceu ruim.

 

É muito importante seguir todas as orientações das agências em relação a roupas, calçados, protetor solar e água (muita água) para os passeios, eles sabem o que dizem. No verão o calor é muito intenso e o deserto é extremamente seco, protetor solar e água são itens de sobrevivência.

Comer no Atacama:

Levamos de Santiago muitos lanches, mas foi bobagem, porque consumimos bem poucas coisas do que levamos. É bom sempre ter um lanchinho na bolsa, mas sem exageros. No hostel onde ficamos tinha cozinha disponível com água, chá e café solúvel a vontade, além de geladeira, fogão, panela e etc.,  a disposição dos hóspedes, então apenas almoçamos na rua e nas demais refeições fizemos lanches no hostel.

Estrella Negra: Primeiro local onde almoçamos, eles oferecem (como em quase todo lugar) um tipo de menu fechado, onde você escolhe uma entrada e o prato principal por um valor único (entre R$20 e R$25). A comida estava bem gostosa e bem servida, e o atendimento foi ótimo.

Mancha Panza Sanguchería: Lugar para comer sanduíches com a mesma média de preços entre 5 e 6 mil pesos chilenos (R$25 e R$30). Mas os sanduíches são gigantes, não conseguimos comer tudo, cada um comeu aproximadamente a metade, então, um único sanduíche serve duas pessoas numa boa.

La Picada del Índio: Praticamente unanimidade entre os viajantes que é o melhor custo benefício para comer em San Pedro de Atacama. Também no esquema de menu (entrada + prato principal + sobremesa) pelo valor de 5 mil pesos chilenos, a comida é deliciosa, o atendimento é ótimo e eles tem um cardápio happy hour de bebidas que te dá a oportunidade de tomar dois pisco sour com “rica rica” (um tipo famoso de erva da região) pagando por apenas um. Tem que ter paciência porque faz fila de gente para comer lá.

Dinheiro:

Nós levamos todo dinheiro que precisaríamos para pagar a agência (pesos chilenos) e o hostel (dólar) já trocados de Santiago. Utilizamos a casa de câmbio em San Pedro apenas para trocar bolivianos para ir ao Salar de Uyuni. Tem muitas lojas de câmbio caso precise trocar dinheiro, mas é bom pesquisar os valores.

Dica 1: Li em vários lugares para fazer o pagamento de hotel/albergue/pousada sempre em dólar, para que você não tenha que pagar um imposto chileno de 19%. Isso em qualquer lugar do Chile.

Dica 2: O cambio de real para pesos chilenos é bem melhor no Chile do que no Brasil”.

 

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Série Chile/Bolívia – parte 1: Santiago, por Roberta e Sergio

Olá pessoal, essa é a primeira parte dos relatos da bela viagem que os amigos Roberta e Sergio fizeram pelo Chile e Bolívia, em 23 dias – que sonho né?! A primeira parte é destinada à Santiago. Vamos lá?!

“Planejar a viagem para Santiago foi um misto de ansiedade e felicidade, a começar pela compra das passagens. Estive por mais de um mês pesquisando (quase que diariamente) o melhor voo com o melhor preço e valeu muito a pena, consegui voos diretos pela metade do valor que apareciam nas pesquisas. Viajamos (marido e eu) pela Gol num voo noturno e foi excelente (bastante confortável e com bom jantar). Em Santiago, um casal de amigos nos esperava no aeroporto, nos hospedamos na casa deles, o que nos rendeu uma grande economia. Estivemos viajando por 23 dias, destes, 16 em Santiago, 3 no Atacama e 4 indo e voltando do Salar de Uyuni na Bolívia.

Santiago é uma metrópole super movimentada, bem limpa, bonita e bastante cara. Tem muitos (muitos mesmo rs) lugares para conhecer e o primeiro deles é o “Palácio de La Moneda”, que é a sede da Presidência do Chile (dizem que a troca da Guarda em frente ao Palácio é um show a parte, mas não tivemos sorte de assistir). Embaixo do Palácio funciona o Centro Cultural La Moneda, que se você chegar antes das 13h a entrada é gratuita. Na época havia uma exposição de Picasso que estava maravilhosa. Em frente ao Palácio está a “Bandera del Bicentenário” (uma bandeira gigante do Chile).

Logo depois do Natal choveu em Santiago e nevou na Cordilheira, e como a casa dos nossos amigos tinha vista para a Cordilheira logo me animei pra fazer o passeio, afinal tivemos muita sorte de ter neve em pleno verão.

Então, contratamos de última hora a empresa Destino Chile para nos levar até o Valle Nevado, pagamos algo em torno de 24 mil pesos para dois (não me recordo bem). A empresa prestou um bom serviço, a van era um pouco apertada, mas nada demais e o motorista, que também era o guia, só falava espanhol, mas como todos eram brasileiros isso não foi um problema. A neve no verão é um fenômeno tão raro que tinha até jornal lá em cima fazendo reportagem, tivemos muita sorte.

  

DICA VALIOSA: Ande de metrô e ônibus em Santiago, não há necessidade de pagar caríssimo em pacotes turísticos para visitar locais pela cidade. O metrô funciona muitíssimo bem e te leva em toda parte, só não pode esquecer de comprar o BIP, que é um cartão tipo RioCard. O ônibus e o metrô não aceitam pagamento em dinheiro, ou seja, você tem que ter o BIP, que é facil de comprar e recarregar em qualquer estação do metrô ou em alguns pontos pela cidade. Só há necessidade de contratar agência para locais distantes, que não tem acesso de transporte público.

Nós não conseguimos visitar Valparaíso e Viña del Mar, que são pontos “obrigatórios” para quem vai conhecer Santiago, por falta de tempo. Mas cheguei a pesquisar e tem como ir de ônibus com tranquilidade, sai bem mais em conta do que através de agências.

Assim foi para conhecer a Viña Concha y Toro, que fica localizada no Municipio de Pirque e é distante de Santiago, mas o metrô e mais um ônibus te levam até lá numa boa. A vinícola é linda, bem cuidada e os guias são fantásticos. Tem a opção de dois tours diferentes, fácil de reservar pela internet. Fizemos um tour mais curto que custou 12 mil pesos por pessoa e inclui visita a plantação, ao “Casillero del Diablo”, degustação de 3 vinhos e no final você ganha a taça que usou para degustar. Pesquisei agências para este passeio e acabei desistindo pelos altos valores cobrados. Ir por conta própria resultou uma economia de 50% do valor que pagaríamos a uma agência. A graninha que economizamos nos rendeu vinhos maravilhosos comprados na loja da vinícola.

 

 

Outro local bacana em Santiago e que não pode ficar de fora do roteiro é uma feirinha artesanal super charmosa, a “Feria de Santa Lucía”, que fica em frente (do outro lado da avenida) ao Cerro Santa Lucía. Na feirinha você encontra jóias/semijóias/bijus feitas de “lapis lazuli” que é uma pedra azul muito bonita e famosa por lá que dizem só existir no Chile e no Paquistão. Além disso, você encontra na feira de tudo um pouco: esculturas da Ilha de Páscoa, imãs, marcador de livros, roupas, chás, incensos e muitas outras coisitas para comprar de lembrança para você ou para presentear.

O Cerro de Santa Lucía é um local bem alto, que se subir até o topo proporciona uma vista belíssima da Cidade de Santiago. A subida é bem tranquila, não é trilha, é um passeio mesmo. Fora isso, o Cerro é um lugar super gostoso de caminhar, cheio de árvores e coisas lindas pra ver. A entrada é gratuita.

Depois do Cerro Santa Lucía fomos a pé em busca do Museu Precolombino, mas acabamos desistindo de entrar porque achamos o valor da entrada um pouco caro (5 ou 6 mil pesos, o equivalente a R$25 ou R$30), aliás, depois disso, adotei a máxima “quem converte não se diverte”, porque senão, acabamos desistindo de pagar qualquer coisa (rs). Bom, depois de desistir do primeiro museu continuamos passeando a caminho do Museu de Artes, mas para o nosso azar tinha fechado mais cedo por causa das festas de fim de ano. No caminho encontramos a Catedral Metropolitana de Santiago (lindíssima) e estava acontecendo uma missa, ficamos por poucos minutos, mas foi bem legal ouvir uma missa em espanhol. A Catedral fica numa praça enorme chamada “Plaza de Armas”, onde acontecem várias coisas ao mesmo tempo (danças, protestos etc), nessa mesma praça encontramos o Museu Histórico Nacional do Chile, que a entrada é gratuita e como já diz o nome conta a história do Chile, que é bem interessante.

 

Saindo do Museu Histórico fomos (novamente de metrô) até a “Plaza Baquedano” e de lá para o Bairro Bella Vista, que é um bairro lindinho, lindinho. Lá está a “La Chascona” que é uma casa-museu onde morou Pablo Neruda, a entrada custava 5 mil pesos, mas decidimos não entrar porque estava muito cheio.

La Chascona

O mesmo aconteceu com o “Funicular” – um trenzinho que te leva ao Cerro de San Cristóbal e também fica no Bella Vista – que tinha uma fila infinita para subir e acabamos desistindo de esperar, porque já estava no fim do dia e estávamos muito cansados. A subida custa cerca de 3 mil pesos.

No “pé” do Funicular, experimentamos o tão famoso suco “mote com huesillos”, que é um suco de pêssego muito doce com o tal huesillos, que não sabemos exatamente o que é. Este suco é fácil de encontrar pelas ruas de Santiago.

Em uma das ruas principais do Bairro Bella Vista, que é por onde comumente todos passam para chegar ao Funicular, é lotada de bares e casas noturnas, parece o point da galera que sai do trabalho e vai curtir com amigos. Em poucas horas a rua estava cheia de gente por todos os lados e mesas dos bares. Bem animado!!!

Apesar de cansados, saímos do Bairro Bella vista e decidimos seguir a pé pelas praças e jardins que tem no meio da avenida principal e que segue o Rio Mapocho (rio que corta a cidade). A partir da Plaza Baquedano, caminhamos cerca de 1h até a “Plaza a La Aviacion”, que tem uns chafarizes lindos e quando bate um ventinho respinga água em você. No meio do caminho encontramos a “Puente Racamalac” que passa por cima do Rio Mapocho e imita a famosa ponte da França cheia de cadeados com juras de amor, um charme!

Entre as duas praças, há também várias outras praças e chafarizes em locais cheios de árvores, ótimo para passear sem hora pra acabar.

Plaza Baquedano

Para comer:

Durante os dias que passamos em Santiago, tivemos o prazer de experimentar algumas coisas muito gostosas, mas também podemos constatar o quanto é caro comer por lá.

O primeiro local – que foi indicado por nossos amigos – foi a lanchonete/restaurante Dominó, que é facilmente encontrada em qualquer Shopping ou esquina de Santiago. Experimentamos a famosa Vianesa Italiana, que é um cachorro quente que leva salsicha, palta (abacate), tomate e um tipo de maionese da casa. Confesso que estranhei abacate no cachorro quente, mas é realmente gostoso, assim como outros lanches do Dominó que tivemos oportunidade de provar. Local pra comer bem e pagar pouco.

Outro local que simplesmente adoramos foi o Restaurante Ocean Pacific’s. Parece que há umas três filiais dele pela cidade, fomos no “Esmeralda” que era o mais próximo de onde estávamos.  O Ocean Pacific’s é um restaurante especializado em frutos do mar, tudo que comemos lá era delicioso, e o pisco sour também não ficava para trás. Além disso, o restaurante é completamente decorado com coisas marítimas, não sobra um cantinho de parede sem decoração, o que torna o restaurante divertido também. Não é barato, mas vale a pena.

 

Próximo à casa de nossos amigos, em Las Condes, comemos umas empanadas deliciosas num lugarzinho pequeno e aconchegante chamado “Gratien”. A propaganda do lugar é baseada em “empanadas de todo el mundo”, assim as empanadas tem nomes de países e os recheios são com referencias a eles. De sobremesa comemos umas tortitas que estavam uma delícia. Comida boa e precinho justo!

Como bons chilenos que são (ou melhor, ele chileno e ela brasileira), nossos amigos nos levaram a um restaurante chamado “Chilenazo” para comer uma parrillada (churrasco) chilena. Éramos quatro pessoas e pedimos uma parrillada para dois, mais uma porção de fritas e não conseguimos comer todo o churrasco, o prato é muito bem servido e é uma delícia. As bebidas (Pisco sour e Vinho) também estavam ótimas!

Para nos despedir de Santiago, fomos almoçar no “Raúl Correa y Familia”, um restaurante bastante sofisticado que serve pratos de altíssima qualidade. Optamos pelo que eles chamam de “Maridaje” que é um tipo de menu degustação, onde está incluído: uma taça de Pisco Sour + Entrada + “Entreplato” + “Sorbete de limón” (para limpar o paladar) + Plato de Fondo + Postre (sobremesa), todas os pratos tem opções a escolha do cliente e cada um, exceto a sobremesa, vem acompanhado de uma taça de vinho que harmoniza com o prato. As porções são pequenas, mas como são várias partes você fica bastante satisfeito. No almoço de sábado pagamos 16 mil pesos por pessoa. No final, a conta para 4 adultos e 1 criança saiu por mais ou menos 80 mil pesos, o equivalente a R$ 400. É um lugar pra você comer pelo menos uma vez na vida e com dinheiro rs.

Compras:

Livros: Pra quem tem interesse em adquirir livros em Santiago, o point dos livros é a Calle San Diego. É uma rua curtinha, mas repleta de bancas, livrarias e sebos.

Sapatos e roupas: Paseo Ahumada e Paseo Estado, são tipo um “calçadão” e estão uma ao lado da outra.

As ruas San Diego, Ahumada e Estado estão todas nas proximidades da estação de metrô “Univercidad de Chile”.

Artesanatos e presentes: Feria Santa Lucía

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Centro do Rio, lindo e doce – parte 2, Por Viviane

Prosseguindo com nosso amor pelo Rio, nada melhor do que expressar seu lado doce frequentando suas maravilhosas confeitarias!!! Amo, amo, amo!!! Já viu a primeira parte? veja aqui: Centro do Rio, lindo e doce – parte 1, Por Viviane

Alguns me perguntam como fazer um circuito pelas confeitarias do Rio: vou comer o dia todo? Não queridos, podemos tomar café em uma delas, almoçar em outra e fazer um lanche de fim de tarde na última. Mas vamos ficar o dia inteiro no Centro? Sim, porque não?! Atividades culturais e comprinhas é o que não vão faltar!

Você também pode estar se perguntando, nesse momento, quais são essas três confeitarias referenciadas acima.

Elas ficam numa extensão de 400m, bem no coração do Centro:

  1. Casa Cavé – Rua Sete de Setembro, 133, esquina com a Rua Uruguaiana.
  2. Confeitaria Manon – Rua do Ouvidor, 187, em frente a C&A.
  3. Confeitaria Colombo – Rua Gonçalves Dias, 32.

É claro que existem outras confeitarias no Centro, mas essas são as mais tradicionais.

Casa Cavé

Bem, essa é a mais antiga confeitaria da cidade do Rio de Janeiro, criada em 1860 pelo francês Charles Auguste Cavé.

Servem almoço executivo com menu do dia, além dos tradicionais doces portugueses e bons salgados.

No dia em que passei por lá, aproveitei para comer pastel de Belém, quer dizer, de nata, porque de Belém só em Belém rs, e beber um mate: que delícia!!!

O salão é bem pequeno, com poucas mesas, mas extremamente de bom gosto!

Eles não aceitam cartão de crédito, só débito e dinheiro. Um ponto negativo é o banheiro, que fica no segundo andar.

Confeitaria Manon

A Manon foi criada em 1942 e tombada pela Prefeitura do Rio em 1993.

Possui dois ambientes: um que é dedicado a pequenos lanches e lindos doces e outro onde fica o restaurante self-service, sendo uma ótima opção para almoço.

Seus preços são bem mais acessíveis…

Já almocei por lá diversas vezes, desde quando assistia algumas disciplinas no IFCS/UFRJ, na época do Mestrado, pois fica muito próxima do Largo de São Francisco. O salão onde fica o restaurante self-service é uma réplica do interior do navio português Serpa Pinto (navio de passageiros que, durante a Segunda Guerra Mundial, mais viagens transatlânticas realizou entre Lisboa, Nova Iorque e Rio de Janeiro, transportando refugiados da guerra em geral, e particularmente judeus em fuga do nazismo).

Aproveitei para uma sobremesa, a tortinha de limão. Estava boa, mas a de morango é melhor.

Confeitaria Colombo

Por último, a nossa querida Colombo!

A Confeitaria Colombo foi fundada em 1894 por imigrantes portugueses, e possui também uma unidade no Forte de Copacabana. Mas aqui vamos nos debruçar somente em sua unidade do centro, lindíssima!

É um importante ponto turístico no Rio e já foi eleita como um dos 10 cafés mais bonitos do mundo. Sua estrutura nos remete a Belle Époque, com espelhos de cristal trazidos da Antuérpia e um belo vitral no teto.

Possui quatro salões:

  1. Salão Cabral – no mezzanino, com capacidade para 62 pessoas;
  2. Restaurante Bar Jardim – espaço principal, no térreo;
  3. Restaurante Cristóvão – no segundo andar, para paladares mais refinado$$$$;
  4. Salão Bilac – para refeições mais rápidas, porém de qualidade, no canto direito da Confeitaria.

A Colombo passou por uma reforma recentemente, que resultou numa singela loja de lembranças, na entrada do Bar jardim.

Tem também os salgados:

E os doces!

Nossa, uma loucura! Prepare o bolso e seja feliz!kkkkkkkk

Aproveitando, almocei com uma amiga no Salão Bilac.

É uma espécie de “popular” na Colombo, com refeições em “quentinhas”, muito saborosas. O prato que pedimos foi Tortilha de congro negro (peixe) arroz branco e creme de cebola com orégano.

Estava uma delícia! Existem outras opções, com dois pratos quentes por dia, ou frango com salada, também tem legumes…

E a sobremesa, why not? Minha amiga foi de pastel de Belém. Eu fui mais modesta, ataquei logo de pudim suíço (pudim com base de bolo), gosto de ser discreta rs.

Gente, que isso, é demais para mim! kkkkkkkkkkk

Que doçura de vida, tudo muito bom!

Se você estiver disposto a ficar um dia inteiro para desfrutar esse lado doce do meu Rio de Janeiro, as opções são infinitas nessa área, com o Centro Cultural Banco do Brasil, a Casa França Brasil, Igreja da Candelária, a visita guiada do Theatro Municipal, Centro Cultural dos Correios, livrarias, Paço Imperial, Arco do Teles, Teatro João Caetano e tantas outras atrações muito próximas, possíveis de fazer roteiros a pé para desgastar a comilança. Já a área renovada do Porto  é outra história, deve ser curtida a parte, num dia dedicado a ela exclusivamente.

E aí, ficou com vontade de um docinho?

Publicado em Centro do RJ, Confeitarias, Rio de Janeiro | 4 Comentários

Centro do Rio, lindo e doce – parte 1, Por Viviane

Pode parecer estranho, mas realmente se alguém me perguntar qual o lugar que mais gosto no Rio, respondo sem pestanejar: Centro!!!

Amo o burburinho daquele lugar, desde os lugares mais inóspitos para alguns e mais adorados para outros. Até hoje, me imagino morando no Bairro de Fátima… e sim, já descansei olhando o vai e vem dos patos, cotias, gatos e afins no lindo Campo de Santana (Praça da República), limpíssimo e desvalorizado pela maioria dos cariocas por ser frequentado por um grande número de moradores de rua (é um medo completamente  compreensível).

Consegue ver um lixo sequer no chão?

Voltando ao meu encanto pela minha cidade, revivo cada cantinho ou cena tipicamente carioca: o costume carioquíssimo de ler o jornal pendurado na banca já retratado por Lan em suas charges, de sentar na calçada do Banco do Brasil da Buenos Aires após o almoço (depois das aulas do Mestrado no IFCS), de perambular na área do Passeio e depois passar de ônibus para ver os Arcos da Lapa…

Passamos às vezes tão atarefados pelo Centro que nem conseguimos apreciar o quão arborizada é a Rua da Carioca…

E a Cinelândia, com o majestoso Theatro Municipal, que teve como inspiração a Ópera Garnier, em Paris? (Palais Garnier: brilho dourado em Paris, por Viviane)

Não estou aqui endeusando uma cidade tão rica em contrastes, onde o simples ato de esperar o sinal ficar vermelho para atravessar a Av. Presidente Vargas ou a Av. Rio Branco nos deixam acelerados para escapar de uma facada ou qualquer batedor de carteira, estou apenas romantizando algo que me faz bem, com a atenção sempre redobrada… O problema é se distrair, como na Travessa do Ouvidor, ao lado do Pixinguinha:

Também não vamos fechar os olhos para o que as últimas mudanças nesse pedacinho de chão provocaram na vida do carioca e demais turistas. A alteração no trânsito é de lascar, e esse processo louco de reurbanização da cidade deixa qualquer um mais doido que já é. Fechar a Av. Rio Branco na altura da Av. Nilo Peçanha formou um lindo espaço com ciclovia e jardins até a Cinelândia. O VLT, que nos remete ao belo meio de transporte europeu, emoldura a paisagem:

 

Lindo… só que ao ajardinar tal área, os comerciantes do local amargam o esvaziamento de suas lojas: se antes era uma área extremamente movimentada, restou aos comerciantes a tristeza de ver suas lojas despencarem em faturamento.

Rio de leveza, de contrastes, o nosso eterno Rio 40º. Popular no Saara, outlet na Ouvidor e adjacências, cultural, tudo de bom.

Meu Rio tão doce como suas confeitarias! Ops, essa será a segunda parte do post!

 

Publicado em Centro do RJ, Confeitarias, Rio de Janeiro | 1 Comentário

Lugano: a Suíça italiana, por Viviane

Linda Lugano…

O dia 15/08 é feriado na Itália, o Ferragosto, por isso reservamos esse dia para conhecer Lugano, que fica a 1h de trem de Milão. Compramos nossas passagens (€ 75) e na própria estação Milano Centrale fizemos câmbio para francos suíços, que resultou num belo prejuízo: chegando lá, percebemos que todos os locais aceitavam euros, e assim perdemos € 14 na transação!

Só para explicar um pouco da divisão suíça, o país possui, entre suas línguas oficiais:

  1. o italiano, falado na região do Ticino, onde fica Lugano;
  2. o francês, falado em locais como Genebra, Lausanne e Montreux;
  3. e o alemão, falado em locais como Zurique, Berna e Lucerna.

Não possui praias, mas o povo sempre improvisa…

O trem que pegamos tinha como destino final Zurique. Na primeira estação suíça, o trem ficou parado por uns instantes, até que quatro agentes de fronteira entraram no nosso vagão e foram para os fundos. Desceram alguns minutos depois, levando cinco adolescentes negros, bem vestidos, mas sem passagens e passaporte. Olharam no banheiro, debaixo dos bancos, nos compartimentos das malas… quando o trem seguiu viagem, vimos parados na estação mais de trinta pessoas, todas negras e jovens, detidas pelos agentes.

O controle de fronteiras está muito intenso nesse momento de imigração em massa, e dificilmente eles entram na Suíça. A cena nos deixou tristes e realmente pensativos, porque uma coisa é você ver tudo isso na TV, outra coisa é presenciar isso, muito ruim.

Nesse trem fomos sentados separados, e ainda tive que lidar com um casal asiático brigando na minha frente, ela comendo milho sem parar e caindo vários grãos no meu pé! kkkkkkkkk. Não via a hora deles descerem, mas antes ela ainda conseguiu derrubar meio copo d’água na mesa do trem, minha nossa!

Seguimos viagem e chegando na estação ficamos confusos sobre como descer até a cidade, já que a estação fica na parte alta e o funicular estava em reforma. Conseguimos pegar um ônibus e duas brasileiras nos ajudaram na localização. O motorista não era de muito papo, típico europeu, mas me ajudou pacientemente a comprar as passagens na máquina (€ 3,80). Descemos na rodoviária e estava tudo muito vazio, foi quando um rapaz de um trailer nos avisou que era feriado! Claro, essa é a parte italiana da Suíça, e eles seguem a rotina italiana. Só que por volta de 12h, a cidade já estava lotada de turistas!

Vista do alto da estação

 

Sem dúvida nenhuma, a cidade é linda, limpa, muito florida. Um encanto a cada esquina, a cada praça, a cada canteiro de flores, bela poesia a cada minuto…

 

Com o passar do dia, percebemos também que seus habitantes são meio parisienses, bem blasé – num período onde as pessoas desconfiam de todo mundo, e depois do episódio desagradável em Torino (Racismo e imigração no norte da Itália, por Viviane), foi bom passar um dia onde cada um cuida do seu umbigo,  numa quase total indiferença ao outro… Essas relações estabelecidas em nossa sociedade nos chocam a cada dia, embora previsíveis…

Com a cidade ainda vazia, subimos suas ladeiras, mas realmente estava quase tudo fechado. Bom para fotos, é verdade.

  

A famosa Gabbani, mas estava fechada…

A felicidade do brasileiro na Europa: água fresca, limpa e grátis!

Passamos pelo escritório de turismo, pegamos um mapa e resolvemos dar uma voltinha no trenzinho turístico (€ 9), após constatar que os preços dos passeios de barcos eram exorbitantes! Descemos, por indicação do maquinista, no Monte Bré. A subida daquela colina não era nada barata, € 24 cada, mas vamos lá! O outro monte é o mais visitado e fica no lado contrário – Monte San Salvatore.

O funicular não cabe muita gente, e também não tem condutor presente.

Do alto da colina, a paisagem é muito bonita e possui apenas uma lanchonete e uma igreja, que estava fechada.

 

Na hora da descida foi complicado, porque tivemos que nos sentar separados, num espaço que já estava cheio de idosos falando alemão. Não foi nada agradável, e juntando ainda com a descida, fiquei bem tonta rs. Rindo de nervoso, do mesmo jeito quando um homem se ofereceu para tirar nossas fotos na praça e fingiu que ia fugir com a câmera kkkkkkkkk

Descemos do monte e fomos procurar algo para comer, para depois irmos ao Parco Ciani. A opção mais básica foi mesmo o Mc Donalds (€ 28,75). O atendente, que era brasileiro, nos disse que todos os estabelecimentos aceitavam euros, mas o troco seria sempre em francos suíços, indicando que os suíços não gostavam de pertencer a zona do euro. Agosto de 2016, pós-Brexit, será que a Suiça também… maybe.

Sei que foi um pecado gastronômico, mas foi o que tínhamos para o dia. Como não curto muito chocolates, nem me aventurei a prová-los – por favor, me perdoem os chocólatras! rs.

Já na entrada do Parco Ciani, uma cena interessante: um jogo de damas bem diferente, assim como o primeiro artista que encontramos no parque.

Que coisa linda, que parque bem cuidado e florido, muito lindo e limpo! Muitas pessoas também tomam banho no lago, curtindo um solzinho.

Coração mais florido e fofo!

Andamos bastante pela beira do lago e foi ótimo! Encontramos um casal muito simpático que conversou conosco, tiramos fotos e voltamos para a estação de trem. Na estação, ficamos sabendo que compramos passagens de um trem mais barato, regional, e que não tínhamos como ir direto para Milano Centrale – foi o típico “barato sai caro”. Tivemos que fazer duas baldeações e ver novamente um grupo de detidos pela imigração suíça. Acabamos indo para Milano Porta Garibaldi e pegando um bonde para o hotel.

É incrível que cada cidade pela qual passamos deixa diversas sensações. Há quem diga que Lugano é uma espécie de Rio de Janeiro, com Pão de Açúcar e tudo. A Suíça italiana, com alto custo de vida, limpa, florida, simpática e fria ao mesmo tempo, mas indiscutivelmente linda.

Primeiras impressões: as primeiras impressões não foram as melhores, porque o momento do trem foi tenso, com tantos imigrantes detidos, mas em relação a cidade, nossa, que encanto!!!

Fiquei chateada: com nada, imagina, uma cidade linda dessa!

Vale a pena: cada segundo passado em Lugano. Se for como nós, apenas um dia, vale a pena pagar uma passagem de trem mais cara para não ter que fazer baldeação.

De boa: escolher um lugar no Parco Ciani e relaxar por muitas horas…

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Lençóis Maranhanses, por Anderson Ferreira

Nosso amigo Anderson aproveitou a baixa temporada para conhecer os Lençóis Maranhenses. Seu relato revela sua felicidade e os perrengues encontrados nessa aventura! Segue o relato:

“Como começar uma viagem? Planejando, certo? Certo, mas nem sempre o planejado se realiza, então comece sempre sua viagem com o mais absoluto bom humor!!!! Rs

Foi assim a viagem para os Lençóis Maranhenses: planejamos tudo com antecedência, passagens compradas, chegada em São Luís, hotel na capital para uma noite, aluguel do carro, ida tranquila e independente para os lençóis, pousadinha com piscina, passeios pelas dunas, retorno a São Luís e depois volta pra casa… Bom, foi como planejamos, mas com alguma turbulência.

Ao fazer as reservas pelo site da Trivago ou Booking.com muito cuidado para não ser redirecionado para outro site. No nosso caso, fomos redirecionados para Amoma.com e como não percebemos nada de errado fizemos todo o procedimento. Um dia antes da viagem ligamos para a pousada em Barreirinhas – MA e para nossa surpresa não havia reserva em nosso nome… Desespero e começo de uma via crucis.

Fizemos contato com a Booking e eles não tinham de fato nenhuma reserva em nosso nome… analisando o voucher percebemos que embora o e-mail venha com o nome Booking.Amoma, o nome da empresa era somente Amoma….com muito custo conseguimos um telefone da Amoma, um número internacional. Ligamos e fomos muito bem atendidos, mas em inglês e espanhol, não havia ninguém que falasse português e a comunicação foi aquela beleza.

Como brasileiros que somos, já tínhamos entendido que tínhamos caído numa roubada, daí ligamos para o banco e tentamos cancelar a compra. Lidar com toda a burocracia um dia antes de viajar foi muito estressante, então, aceitamos nossa sorte, morrer numa grana maior para se hospedar em cima da hora e brigar com a tal Amoma caso não conseguíssemos bloquear o desconto no cartão de crédito. Mas, para nossa surpresa, a agência fez contato conosco, em português, no dia da viagem e nos propôs hospedagem em outra pousada com desconto de 20% no valor. Aceitamos minutos antes de entrar no avião.

PS: ainda aguardando o desconto no cartão e o reembolso dos 20%, não podemos falar se a Amoma é de fato confiável ou não… mas, esperamos que sim!!!!

PS2: não tivemos nenhum problema na segunda pousada, fomos muito bem recebidos.

Vamos lá: chegando aos Lençóis maranhenses

Nossa estratégia para chegar aos lençóis foi: pernoitar uma noite na capital, alugar um carro e depois sair com calma para aproveitar a paisagem e as curiosidades da estrada. Fizemos o roteiro em 07 dias, tempo suficiente para conhecer os lençóis sem pressa ou correria. Viajamos em fevereiro de 2017, fora do período da alta temporada.

Uma dica importante que facilitou muito a nossa vida foi ter feito o aluguel do carro ainda no Rio… em São Luis foi só ir até o stand da Localiza no aeroporto mesmo, assinar a papelada, efetuar o pagamento e pegar o carro. Como não sabíamos as condições da estrada até Barreirinhas, pegamos um Jeep e foi uma ótima escolha, conforto e segurança. A estrada está relativamente bem preservada, apenas perto dos centros urbanos que encontramos muitos buracos. A sinalização nos pareceu confusa e tem momentos em que o GPS pira…nessa hora é só parar e perguntar, os locais não pouparão esforços para te ajudar!!!

DICA: na hora de alugar um carro, não pague a mais pelo GPS, use o seu próprio celular, pois o GPS deles é um celular com o Maps instalado.

Uma noite em São Luis

Depois de pegar o carro fomos em direção ao Hotel Ibis, no Bairro Calhau. Como era dia de semana e no horário do rush, evitamos o Centro Histórico. E eu também não queria passar sobre a Ponte José Sarney: teria que descer para dinamitá-la e isso poderia estragar a viagem!!! rs

Hotel Ibis é limpo, agradável e tem desconto para o estacionamento. Vale a pena se hospedar por lá, além de ficar pertinho da Av. Litorânea e da Lagoa da Jansen, onde tem bares e restaurantes.

Confesso que fiquei meio decepcionado, pois queria muito conhecer o reggae maranhense. Perguntei para todos que encontrei onde poderia ter um local tocando reggae, mas tive a impressão que as pessoas faziam o maior pouco caso!!! Kkkkkkkkkk. Depois de várias negativas e algumas dicas vagas comecei a achar que estava procurando a velha malandragem da Lapa, que hoje, como já cantou o Chico, “mora longe e chacoalha no trem da central”…. foi quando desisti do reggae e saímos para jantar. Fui apresentado ao arroz de cuxá no Restaurante Cabana do Sol na Av. Litorânea, afinal, tinha que ter alguma coisa típica na nossa única noite em São Luis!!!!

Pé na estrada, partiu Barreirinhas!!!

Como já disse, a estrada está relativamente bem conservada… somente perto dos centros urbanos que ela fica muito esburacada. Detalhe, fomos na época das chuvas no Maranhão, que são mais intensas de janeiro a maio, o que deixa as estradas em condições mais adversas. Levamos cerca de 4 a 5 horas até Barreirinhas, com direito a nos perder, parar para almoçar, tirar fotos e dar um pulo em uma das muitas Casas da Juçara que encontramos pelo caminho.

A histeria de quem sai de uma cidade grande e violenta como o Rio de Janeiro, fará com que você duvide várias vezes da precisão do GPS!!! É cada rua que ele te manda entrar que você fica com a impressão de que levará um tiro na próxima esquina….isso fez com que nos perdêssemos, óbvio!!! Mas acho que isso já faz parte do contexto, porque logo fomos abordados por um carinha de moto que nos guiou até a pousada e em troca nos ofereceu os vários pacotes de passeios pelas dunas, rios etc. Depois que nos certificamos que o cara conhecia todos da pousada e de tão agradecidos, fechamos todos os pacotes com ele!!! rs

DICA: como fomos na baixa temporada, época das chuvas, não tivemos a necessidade de fechar os passeios antes de chegar aos lençóis….mas quem for na alta temporada recomendo já programar os passeios, e isso pode ser feito por intermédio da própria pousada.

Ficamos hospedados na Pousada do Rio, ótimo local, dá para ir a pé para a região dos bares, restaurantes e lojas. Local super agradável, boas acomodações, café da manhã decente e um atendimento bem profissional. Recomendo!!!

Os passeios pelos Lençóis

Vá preparado para aventura e contato direto com a natureza, deixem seus tênis para passear a noite por Barreirinhas e vá de chinelos para os passeios durante o dia, pois com certeza você irá molhar os pés e depois encher de are… ah, a areia das dunas vai entrar até nos teus poros… relaxe e curta!!!

DICA: Caso molhe seu tênis e roupas, tire o excesso de areia e deixe dentro do quarto a noite com o ar condicionado ligado…..foi o meio mais eficiente que conseguimos secar os tênis e as roupas.

Para os alérgicos a insetos, repelente é fundamental nos passeios!!!!

Dos passeios apresentados nos interessamos pela ida ao Povoado e Canto do Atins, Lagoa da Esperança, Caburé de quadriciclo e Caburé de lancha voadeira. Como o tempo estava muito instável, dispensamos a flutuação de boia pelo Rio Preguiça, mas dizem que é um excelente passeio, principalmente para relaxar.

De todos só o passeio de quadriciclo para Caburé que saiu mais caro, os outros ficaram numa faixa de 60 a 80 reais por pessoa. Nos locais onde paramos para comer os preços nunca passavam de cerca de 50 reais por pessoa, mas não esqueçam, fomos na época das chuvas, na alta temporada os valores podem variar!!!

Povoado e Canto do Atins

Esse passeio leva o dia todo, saindo entre 8h e 8h30 da pousada e retorno por volta das 16h, 17h. Todo trajeto é feito num carro 4×4 aberto, com no máximo 12 pessoas chacoalhando trilha à fora. Em todos os passeios os responsáveis buscam e deixam na pousada.

Para Atins, atravessamos o Rio Preguiças de balsa e depois seguimos por dentro do Parque dos Lençóis. Quem vai nas laterais cuidado com a vegetação e segura firme, pois é como andar numa montanha russa esburacada……não recomendo para criança pequena, pessoas muito idosas ou com sérios problemas de coluna!!!

Todo perrengue passa quando chegamos nas dunas propriamente ditas….além do visual parecido com um deserto, o caminho fica lisinho como asfalto……agora é só aproveitar a subida e descida e depois se esbaldar nas lagoas.

Almoçamos no Canto do Atins, no Restaurante da Luzia, que serve o melhor camarão das redondezas e, segundo o nosso guia, cobra mais barato e é mais simpática do que o irmão, Antonio, que também tem um restaurante bem pertinho dali!!!

O interessante é que éramos dois carros com turistas, um seguiu para o restaurante da Luzia e o outro pro do Antonio… Fiquei pensando:.o guia que foi pro Antonio deve ter falado pros outros o mesmo que o nosso guia falou pra gente!!! Quase fui no Antonio para conferir os preços, mas como tinha cerveja gelada na Luzia fiquei por lá mesmo! kkkkkkkkkkkkk

DICA: bebuns de plantão, antes de entornar todas lembrem-se que vocês irão chacoalhar de volta para pousada!!!! Eca!!!

Lagoa da Esperança

Como estávamos em fevereiro, período em que a maioria das lagoas ainda está seca, fomos visitar a Lagoa da Esperança, que na verdade é um braço do rio, mas como é cercada por dunas fica com um visual muito bonito. Esse é um passeio para ser feito durante a tarde, pois o lance do lugar é assistir ao pôr do sol entre as dunas e o rio.

Esse passeio também é feito num 4X4 e acreditem, chacoalha mais do que o para Atins. Saímos da pousada por volta das 14h e retornamos por volta das 18h. Saímos da Lagoa antes do pôr do Sol, pois começou a chover e o grupo optou por voltar mais cedo. Acho que esse foi o único passeio em que o mau tempo realmente atrapalhou, nos outros também choveu, mas mesmo assim conseguimos aproveitar ao máximo.

Caburé de quadriciclo

Esse foi o passeio mais caro, uns 250,00 reais por pessoa, mas vale muuuiiiiito a pena!!!!! Saída as 8h da pousada, uns 5 minutos de instrução de como se dirige um quadriciclo e pé na estrada!!!  No trajeto onde a vegetação é mais densa fica meio cansativo, muitos solavancos, alguns atoleiros, poças d`água gigantes por conta da chuva e claro, você deixou de ser o passageiro para ser o motorista, se ficar olhando pra paisagem pode acabar com a cara na lama ou nos espinhos… mas tudo compensa quando você chega no “Deserto do Saara”… saca o trajeto do rali Paris/Dakar? Pois é parecido… Teu guia provavelmente estará vestido feito um beduíno do deserto e você, turistão, de bermuda, chinelo e camiseta. No final do dia você vai encontrar areia em partes do teu corpo que você nem imaginava que existia.

O quadriciclo é bem estável, mas dá aquele frio na barriga quando você passa pelas dunas mais íngremes ou com descidas mais abruptas. Cagaços a parte, o negócio é ir com fé e seguir o guia bem de perto, nada de inventar caminho, pois algumas dunas acabam em verdadeiros precipícios.

Rola uma paradinha em Vassouras, santuário dos macacos. Dá pra tirar algumas fotos com eles, beber uma água de coco, passar o protetor por cima da areia que está grudada no teu corpo e descansar uns minutos. Depois, partimos pro lugar que eu mais gostei da viagem toda, a Praia de Caburé, um lugar paradisíaco, cercado por águas: de um lado o rio Preguiças e do outro o Oceano Atlântico.

Depois de dirigir com a maresia no rosto, vamos almoçar o que? Camarão!!! E beber umas cervejas que é para tirar da garganta a areia das dunas que ficaram para trás!!! hahaha

Sabe o que é relaxar? É mergulhar nas águas mornas do mar do nordeste! Caburé é uma extensão de faixa de areia a perder de vista, o mar ali quase que exclusivamente seu!!!  Nem importava o fato de estar chovendo, não tinha vento frio, não tinha água fria, era só a energia morna da imensidão!!!

Saímos de lá sem querer sair e a nossa sintonia com o lugar foi tão boa que resolvemos voltar no dia seguinte, mas dessa vez de voadeira pelo rio.

Passeio de voadeira

Excelente passeio, sem chacoalhar pelas estradas, sem comer areia e com três paradas em locais ótimos, pode levar a família toda. Passeio para o dia todo, saída às 8h e retorno às 17h.

A voadeira é uma lancha que sobe o rio de Barreirinhas até Caburé. No meio do caminho paramos em outros dois lugares, em Vassouras onde estão os macacos e no farol de Mandacaru. Apesar da chuva, que nesse dia caiu mais forte, fizemos ótimas fotos e claro, mergulhamos mais uma vez nas águas mornas da praia de Caburé para nos despedir desse lugar maravilho que é o Parque dos Lençóis Maranhenses.

O que fazer em Barreirinhas

Lógico que quem opta por visitar os Lençóis não está pensando em turismo urbano ou festinhas na noitada, até porque os passeios levam quase sempre o dia todo e são cansativos, mas sempre rola aquele tempinho entre uma atividade e outra que serve para descobrir os sabores da cidade. Foi o que fizemos, saímos pra comer.

A princípio todos os caminhos de Barreirinhas nos levam para a Av. Beira Rio, onde estão situados vários restaurantes com cadeiras na calçada, lojas de souvenirs, artesanato, etc. Jantamos em alguns restaurantes por lá como o “O Bambu”, que é um bom restaurante com várias opções de cardápio, incluindo comida japonesa. Almoçamos na Churrascaria do Gaúcho, mais simples, com o atendimento bom e rápido. O que eu mais gostei foi o filé ao molho gorgonzola no restaurante “O Jacaré”, pena que só descobrimos no último dia através da dica de um dos passageiros da voadeira!!!

Indico o “Restaurante O Jacaré” e o filé ao molho gorgonzola!!!

Visitamos também o “Restaurante Terral” por indicação de um dos guias. Local animado, com muita gente, música ao vivo e o povo dançando de verdade. Sem contar com as simpáticas redes dentro do rio, bom local para beber uma cerveja e jogar papo fora!!!

A cidade não tem muitos bancos, só vimos o Banco do Brasil e o Bradesco. É bom levar um quantia em dinheiro e dar preferência ao débito ou crédito nas compras, caso você não seja correntista de um desses bancos.

O retorno para o Rio foi bem tranquilo, saímos de Barreirinhas por volta das 9h, almoçamos em São Luis e deixamos o carro na Localiza, que nos levou para o aeroporto. Na verdade, essa foi a grande serventia do carro, não depender de outros para chegar e sair, porque de resto o carro ficou mesmo foi parado na pousada. Depois que vimos as condições do caminho para Atins, desistimos de tentar chegar por contra própria em Santo Amaro, como tínhamos planejado……mas quem sabe numa próxima oportunidade, com o tempo mais seco.

Posso dizer que  viajar faz bem a alma, então: “bora” viajar!”

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Hospedagem em Pedra Azul: Pousada Pedra Azul Eco Resort, por Viviane

Coisa boa é viajar… e se a hospedagem for boa, melhor ainda!

Nesse caso específico, como estávamos viajando de carro, buscamos pousadas ou hotéis com estacionamento interno, além de wi-fi grátis e café da manhã incluso na diária (a não ser que o quarto possua uma mini cozinha). A Pousada Pedra Azul Eco Resort encaixou-se perfeitamente em nossos planos.

A área externa da pousada é linda, sempre com uma bela vista da Pedra Azul.

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No momento do check in, houve um pequeno problema com a disponibilidade do quarto reservado, e enquanto resolviam a questão, fomos conhecendo as dependências da pousada, acompanhados pelo excelente funcionário Edivan: um exemplo a ser seguido de pessoa prestativa e educada, o tempo todo. Destaque também para o funcionário Lucas, bastante atencioso.

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Após chegarmos ao nosso quarto, percebemos o que talvez seria o único ponto desfavorável do local: a acústica é bem comprometida, pois ouvimos claramente tudo o que se passava no quarto ao lado. Fora isso, tudo perfeito! Com certeza, se tivesse ar condicionado seria melhor, mas só tinha ventilador mesmo.

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No dia seguinte, conversei com Eliana, a eficiente gerente da pousada, sobre a demora em nosso check in no dia anterior. Prontamente, fomos realocados num quarto de categoria superior sem nenhum custo adicional (Suíte Pedra Azul, com vista para a referida pedra), como uma forma de compensação pelo aborrecimento na chegada. Eliana, aliás, faz questão de atender a todos os hóspedes pessoalmente, sempre disposta a resolver questões cotidianas da pousada.

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O café da manhã é farto e com cardápio variado. É servido no restaurante da pousada, que trabalha com sistema a la carte ($$$-$$$$). Tendo em vista que a Rota do Lagarto é extremamente escura à noite, além de ser uma estrada bem estreita e sinuosa, considere muito uma pousada com restaurante ou meia pensão/pensão completa inclusa na diária. A pousada também disponibiliza café expresso e biscoitos amanteigados para os hóspedes, gratuitamente, na recepção.

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A pousada possui um bom espaço para caminhadas, um lago, piscina e ainda oferece a atividade de rapel.

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Foram quatro dias bem relaxantes no local, e fora a questão da acústica, recomendo muito a Pousada Pedra Azul Eco Resort! Como este não é um publipost, para mais detalhes sobre a pousada entre em contato com eles.

Pousada Pedra Azul Eco Resort: Rota do Lagarto, km 1 – acesso pelo km 88 da BR 262, sentido Belo Horizonte. Tel: (27) 3248-1101.

 

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As atrações da Rota do Lagarto (ES), por Viviane

A Rota do Lagarto possui muitas atrações em seus 8 km de extensão. As principais são suas pousadas (Pousada Pedra Azul, Pousada Peterle, Pousada Tre Fiore…) e seus restaurantes (Don Lorenzoni Due, Delícias de Portugal…). Alguns restaurantes não ficam exatamente na Rota, mas ficam próximos.

Além disso, destacam-se também atividades de lazer, como o Parque Estadual da Pedra Azul, com trilhas que possibilitam subir na pedra e apreciar suas piscinas naturais (necessário agendar com antecedência), a Fjordland Cavalgada Ecológica Pedra Azul, com cavalgadas em dóceis cavalos, inclusive para crianças acompanhadas por responsáveis (nem sempre é necessário agendamento prévio, mas é bem prudente agendar) e o Pedra Azul Ecotur, com aluguel de bicicletas convencionais e elétricas.

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Parque Estadual Pedra Azul

As atrações da Rota são concentradas principalmente nos kms 1, 2, 3, 7 e 8. A não ser que você seja um belo esportista e queira fazer o circuito a pé, é bem recomendável a utilização de carro para percorrê-la.

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Fjordland

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Don Lorenzoni Due

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Marietta Delicatessen

É um passeio agradável, onde podemos respirar ar fresco por todos os lados. Programe-se, prepare o seu bolso e divirta-se! Mais detalhes nos próximos posts.

 

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Alimentação na Rota do Lagarto (ES), por Viviane

Dando prosseguimento aos nossos posts sobre a Rota do Lagarto, vamos falar agora de algo muito bom: comida! Bem, se você gosta de comer bem gastando pouco, esse não é o melhor local. Em toda a Rota, o lema é comer bem (ou nem tanto assim) gastando muuuuuuito bem. Os restaurantes situados nesses 8 kms tem padrão $$$-$$$$. Seguem abaixo os locais onde nos aventuramos gastronomicamente.

Cafeteria Heimen

A Cafeteria Heimen fica dentro do complexo Fjordland, na Rota do lagarto Km 2,2. O local é muito agradável e aproveitamos para lanchar após nossa cavalgada mini trilha (20 minutos) nos dóceis cavalos do local. Com certeza, a melhor opção para alimentação rápida na Rota, e com preço bem acessível.

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Lanches rápidos, sanduíches, sucos, sorvete, mini tortas, cafés e uma varanda com linda vista para a Pedra Azul.

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Uma delícia, em todos os sentidos. Sem dúvidas, foi o local que mais gostamos no que diz respeito a lanches, muito bem servidos.

Delícias de Portugal

O restaurante Delícias de Portugal fica num acesso da Rota do lagarto, km 7, em estrada de terra batida. O restaurante é bastante aconchegante, cercado por plantas.

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Assim que chegamos ao local, fomos recepcionados por uma garçonete, que nos indicou o prato da casa: Bacalhau Navegantes, por módicos R$ 175,00. Bem, ficamos de pensar no assunto rs.

Chama muito a atenção a qualidade das louças do local, de muito bom gosto!

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Lado externo

Pouco tempo depois, lá vem a garçonete perguntando se já tínhamos escolhido o prato. Não sei se reclamavam do atendimento, mas a garçonete não nos deixava respirar. Após a tensão, escolhemos um petisco mesmo, bolinhos de bacalhau, que estavam deliciosos!

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É um bom restaurante, mas recomendo as refeições se for para um grupo maior, para dividir os pratos (disseram que o Navegantes serve bem 3 pessoas). Ou se for o caso, vá sem culpa se você quiser ter uma experiência gastronômica que independa de valores.

Fora da Rota: Restaurante Travoletta

Esse sim, nos agradou bastante. O Travoletta não fica na Rota, fica no Villaggio D’Italia, na BR 262 Km 97 – saindo da Rota, virar a esquerda na BR 262 e percorrê-la por 9 kms, o restaurante fica a direita da rodovia.

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Além do restaurante, o Villaggio possui loja de artesanato e um espaço com redes, para descanso.

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O restaurante é bem pequeno, deve possuir em torno de 7 mesas. Chegamos por volta de 14h e estava bem vazio, não sei se porque era domingo. Fomos muito bem atendidos pelas garçonetes.

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O local era bem acolhedor, tipicamente italiano, com aquele pãozinho básico que sempre acompanham as refeições na terra da bota: grazie mille!

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Nossa opção foi espaguete com filet mignon, que deslumbre! Uma farta refeição, com o sabor italiano que esperávamos, simplesmente delicioso e com preço adequado! Recomendo com certeza!!!

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Até gostaríamos de aproveitar mais dessas delícias, mas nosso despreparo financeiro não ajudou muito kkk.

E aí, se animou para aventurar-se gastronomicamente pela Rota?!

 

 

 

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